A colônia de férias que virou matrícula
Julho é sinônimo de férias. E férias, para boa parte das escolas de música, é sinônimo de agenda vazia, professor ocioso e caixa mais apertado.
Só que teve uma escola aqui dentro da nossa comunidade de clientes Emusys que decidiu virar esse jogo. E o resultado foi bom o suficiente para virar a pauta dessa edição.
Quem trouxe a ideia foi o Franklin, dono da Booblu Escola de Música em Imperatriz, no Maranhão, e um dos membros ativos da nossa comunidade.
Ele compartilhou os bastidores e os números de uma campanha de férias que rodou nas últimas semanas, e a sacada é simples o suficiente para qualquer escola replicar.
A Colônia Musical de Férias
A ideia: em vez de deixar a agenda de julho vazia, ele criou uma “Colônia Musical de Férias” voltada para crianças de 7 a 12 anos, com turmas de violão, teclado e bateria.
A colônia dura duas semanas: três aulas de uma hora por semana, totalizando seis aulas, e termina com uma apresentação para os pais no palco da escola.
Um ponto importante:
a colônia foi pensada principalmente para quem ainda não era aluno da escola.
A proposta de valor batia direto numa dor real de qualquer pai nesse período. Em vez do filho passar as férias no celular, ele aprenderia um instrumento do zero, socializaria com outras crianças e, no fim, subiria no palco tocando na frente da família.
O funil por trás da campanha
O anúncio não vendia a colônia diretamente. Ele convidava os pais a entrarem num grupo fechado no WhatsApp, onde só quem estivesse lá teria acesso a uma condição especial para participar.
Esse grupo foi alimentado com conteúdo e enquetes por um período. Só depois disso o Franklin marcou uma reunião ao vivo com os pais para apresentar a proposta e, aí sim, abriu o carrinho de vendas por uma semana.
Quer ver como uma escada rolante virou anúncio de escola de música?
O Franklin compartilhou um dos criativos que rodaram durante a campanha. Simples, diferente e eficiente.
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Os números
O investimento em anúncios ficou abaixo de mil reais, gerando quase 360 leads a um custo baixíssimo por contato. O resultado foi mais de 30 matrículas na colônia, com faturamento pouco acima de R$ 11 mil num curso que, até então, não existia. Ticket médio na casa dos R$ 340.
Vale contextualizar: o Franklin já é uma escola conhecida e respeitada na comunidade onde atua, e isso ajuda a explicar parte desse resultado. Leads mais baratos, conversão mais fácil.
Ainda assim, o funil e a oferta em si são replicáveis por qualquer escola, independente do tamanho ou do reconhecimento que ela já tenha na cidade.
O objetivo não era faturar
O faturamento da colônia foi bom, mas não era o objetivo principal.
O plano de verdade era transformar parte desses alunos novos, que nunca tinham pisado na escola antes, em alunos regulares.
A apresentação final, aquele misto de orgulho dos pais com a euforia de quem acabou de aprender a tocar algo na frente de todo mundo, é o momento perfeito para oferecer a continuidade: a matrícula semestral ou anual normal da escola, com um desconto de incentivo.
A meta dele é converter pelo menos 30% desses alunos em matrícula regular para o resto do ano. As aulas da colônia começaram agora, então esse resultado ainda não temos, mas o esqueleto da estratégia já vale a pena guardar.
O valor de estar perto de quem já testou
Essa ideia não veio de um curso de marketing genérico. Veio de dentro da nossa comunidade, de um dono de escola que testou, mediu e compartilhou os números, bons e ruins, com os outros donos de escola que estão lá dentro.
É esse tipo de troca que a gente tenta cultivar: gente resolvendo o mesmo tipo de problema, compartilhando o que realmente funciona, sem enrolação.
Se sobrou espaço vazio na sua agenda nas últimas férias, talvez essa seja a pauta que falta para o próximo período de recesso não ser um mês fraco de caixa.
Até semana que vem,
Matheus Valin
Diretor da Emusys
